"Essas são ameaças muito reais, sim, mas são ameaças que lidamos juntos, como pais, não por meio de vigilância sorrateira e secreta! Ele não pediu permissão, Travis! Ele não nos disse nada."
A voz de Travis suavizou, como sempre fazia para acalmar minhas emoções. "Acho que você está imaginando o pior. O tio Kenneth só está tentando ajudar."
Essas palavras me magoaram, mas eu não consegui parar. "Ele está espionando cada passo dela, monitorando sua atividade online há meses. Isso não te incomoda?"
Percebi um silêncio, uma evasiva. "Talvez ele só queira surpreendê-la. Talvez precise saber a agenda dela."
"Não, Travis. Isso não é surpresa. Isso é vigilância. Isso é controlar a vida dele."
"Tenho certeza de que existe uma explicação perfeitamente razoável. Você simplesmente nunca gostou do tio Kenneth."
Aí está. A acusação que eu esperava. "Meu desconforto com ele não tem nada a ver com eu não gostar dele, Travis. Tem a ver com o fato de ele ser um adulto monitorando nossa filha secretamente. Isso não é normal. Isso não é aceitável."
Ele suspirou novamente, com um semblante exausto. "Conversaremos sobre isso mais uma vez à noite. Estou ocupado. Preciso ir."
Com isso, ele desligou. Eu fiquei ali, telefone na mão, encarando o ponto azul na tela que representava minha filha.
Eu não sabia como lidar com o que estava sentindo: raiva, traição, confusão. Eu não sabia como argumentar com Travis, que era tão profundamente leal à sua família, a Kenneth, que era incapaz de enxergar o problema.
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