Ainda moramos no mesmo apartamento, mas agora ele parece nosso. Os desenhos do Evan estão na geladeira. No parapeito da janela, há flores que eu hesitava em plantar; tinha medo de não conseguir nem cuidar delas.
Consegui um emprego de meio período. Um escritório pequeno, pessoas tranquilas. Ninguém lá sabe a história toda. E eu não preciso contá-la.
À noite, Evan e eu lemos. Às vezes, ele adormece no meu ombro, e então eu fico deitada por um longo tempo, sentindo seu peso, seu calor, sua vida: a mesma vida que quase perdemos.
Não acredito mais cegamente. Não acredito em sorrisos sem olhos. Não acredito em silêncios que parecem excessivamente formais.
Mas acredito em mim mesma.
Se algo dentro de mim aperta, não ignoro. Foi isso que nos salvou quando nossas mentes já estavam falhando.
Às vezes, penso na versão de mim que ficava deitada no chão, fingindo estar inconsciente. Assustada, fraca, mas ainda tomando decisões. Ela parecia frágil.
Mas acabou se revelando a mais forte.
Conclusão
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