“Minha menina”, sussurrou ele, “minha pequena Salomé…”
O que aconteceu a seguir mudaria tudo.
Salomé se soltou da mão da assistente social e caminhou lentamente em direção ao pai. Não correu. Não gritou. Cada passo era calculado, como se tivesse ensaiado aquele momento mil vezes em sua mente.
Ramiro estendeu as mãos algemadas para ela. A menina se aproximou e o abraçou. Durante um minuto inteiro, nenhum dos dois disse uma palavra. Os guardas observavam dos cantos. A assistente social checou o celular, alheia a tudo.
Então Salomé se aproximou do ouvido do pai e sussurrou algo. Ninguém mais ouviu as palavras, mas todos viram o que elas causaram.
Ramiro empalideceu. Seu corpo inteiro começou a tremer. As lágrimas que antes caíam silenciosamente se transformaram em soluços que sacudiam seu peito. Ele olhou para a filha com uma mistura de horror e esperança de que os guardas jamais se esquecessem.
"É verdade?", perguntou com a voz embargada. "O que você está me dizendo é verdade?"
Ela assentiu.
Ramiro se levantou com tanta violência que a cadeira caiu no chão. Os guardas correram em sua direção, mas ele não tentava fugir. Ele gritava — com uma força que não demonstrava há cinco anos.
"Sou inocente! Sempre fui inocente! Agora posso provar!"
Os guardas tentaram separar a menina do pai, mas ela se agarrou a ele com uma força incomum para sua idade.
“Chegou a hora de todos saberem a verdade”, disse Salomé com voz clara e firme…
“Chegou a hora.” O Coronel Méndez observava tudo da janela de observação. Seu instinto — o mesmo que o mantivera vivo por 30 anos — gritava que algo extraordinário estava acontecendo. Ele pegou o telefone e discou um número que não usava há anos. “Preciso que tudo pare”, disse ele. “Temos um problema.”
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