“Sim.”
Jenna se levantou, enxugando os olhos secos. “Viu? Você admite. Prefere deixar seu sobrinho sofrer a me deixar ficar aqui temporariamente.”
Olhei para as caixas perto da escada, os móveis fora do lugar, o cobertor em seus braços e quase admirei a dimensão da mentira.
“Temporariamente?” perguntei. “Vocês já se acomodaram em quartos diferentes.”
Antes que qualquer uma delas pudesse responder, luzes vermelhas e azuis piscaram pelas janelas.
O silêncio que se seguiu foi quase perfeito.
Dois policiais entraram primeiro, e um terceiro um instante depois. Um deles, o policial Ramirez, perguntou quem havia feito a denúncia. Dei um passo à frente. Jenna tentou falar ao mesmo tempo, mas ele ergueu a mão e me ouviu primeiro.
Expliquei que a casa era minha, que minha irmã havia entrado sem permissão, que meus pertences haviam sido movidos e que eu nunca a havia autorizado a morar lá. Mostrei a ele o aplicativo do imóvel no meu celular, meus documentos de fechamento por e-mail e uma mensagem que meu pai havia enviado duas semanas antes, com uma pergunta estranhamente casual: Ainda guarda aquela chave reserva no vaso de plantas lateral?
Eu a ignorei na época.
Agora fazia sentido.
O policial Ramirez perguntou a Jenna se ela tinha permissão para estar ali. Ela olhou para nossa mãe antes de responder.
“Mamãe disse que não havia problema.”
Ele olhou para Elaine. “Ela é a dona do imóvel?”
Elaine ergueu o queixo. “Não, mas eu sou a mãe dela.”
A expressão do policial não mudou.
“Não é a mesma coisa.”
Pela primeira vez naquela noite, Jenna parecia insegura.
E emocionou-se quando o agente Ramírez fez a pergunta que rompeu sua história:
“Como você entrou exatamente?”
Jenna dudó lo justo para delatar todo.
Luego disse: "Papá me dio la de repuesto."
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