“Se sua irmã responder antes de você, talvez finalmente saibamos qual das filhas ainda tem coração.”
Nora se virou, olhou para as duas e viu a verdade com tanta clareza que quase se sentiu aliviada.
“Vocês podem ficar com a filha que escolheram”, disse ela.
Então, entrou no carro e foi embora, deixando-as em frente a uma casa vazia, uma van carregada e as consequências que ela fora ensinada a suportar por anos.
O que ela ainda não sabia era que, ao anoitecer, Lily se recusaria a atender suas ligações e seus pais viriam procurá-la novamente.
Parte 3 Nora passou sua primeira noite no escritório sentada de pernas cruzadas no chão, comendo macarrão instantâneo direto da embalagem, porque ainda não tinha desembalado a louça. O espaço era tão pequeno que ela conseguia tocar as duas paredes se esticasse os braços. A geladeira zumbia alto. A luz do banheiro piscou antes de estabilizar. Não era glamoroso, nem permanente, nem nada parecido com o que ela havia imaginado para si mesma aos trinta e oito anos. Mas era tranquilo.
Ninguém mais tinha a chave. Ninguém esperava que ela pagasse por seus erros antes mesmo de deixar a mala. Ninguém a esperava em outra sala para lhe dizer que o dever importava mais do que a liberdade.
Às 20h12, seu telefone começou a tocar.
⏬ Continua na próxima página ⏬
Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.
