Desaparecido há 17 anos: sua esposa o viu no banco, o seguiu e descobriu que

Recebemos ligações, mas nenhuma levou a lugar nenhum.

Alguém achou que o tinha visto em Tepito. Era outra pessoa. Uma vidente ligou oferecendo seus serviços, alegando ter visto Roberto "do outro lado". Patricia desligou o telefone furiosa. Um homem exigiu dinheiro em troca de informações e nunca apareceu.

A empresa de Roberto ofereceu suas condolências e devolveu seus pertences: fotos de família que estavam em sua mesa, uma caneca da empresa e alguns documentos pessoais. Eles verificaram minuciosamente seu computador de trabalho; nada de anormal. E-mails de rotina, faturas, planilhas. Sua vida profissional era tão normal quanto sua vida pessoal aparentava.

Financeiramente, a situação rapidamente se tornou insustentável. O salário de Roberto era a principal fonte de renda da família. Patricia arrumou um segundo emprego em uma loja de roupas à tarde, depois do seu turno na clínica odontológica. As economias que haviam cuidadosamente reservado para a educação dos filhos estavam sendo consumidas pelas despesas diárias.

Eles venderam o carro: um Nissan Tsuru surrado, mas confiável. A casa, comprada com um empréstimo do Infonavit, quase foi a leilão, até que Patricia conseguiu reestruturar a dívida com a ajuda de um advogado compreensivo.

Os vizinhos, inicialmente solidários, começaram a especular. Nas lojas locais e durante as conversas nos dias de lavar roupa, espalharam-se teorias: Roberto tinha outra família, fugiu com uma amante, estava envolvido em algo suspeito.

Algumas pessoas, com más intenções, disseram a Patricia que ela deveria seguir em frente, que depois de um ano era hora de reconstruir sua vida. Ela as silenciou com um olhar frio. Não se pode superar alguém que desapareceu sem explicação, sem um corpo para enterrar, sem um desfecho.

Daniel entrou no ensino médio e se tornou um adolescente responsável e quieto, algo incomum para sua idade. Ele trabalhava nos fins de semana em uma barraca de tacos para ajudar com as despesas, mentindo sobre sua idade. Quando Patricia descobriu, chorou, não por causa do trabalho, mas por causa da infância que seu filho estava sacrificando.

Alejandro desenvolveu problemas de comportamento na escola: brigava e se recusava a fazer a lição de casa. Uma psicóloga de uma clínica comunitária explicou que ele estava vivenciando um luto ambíguo: uma perda sem confirmação, o que é especialmente difícil para crianças.

Em 2009, três anos após o desaparecimento, Patricia teve que aceitar que talvez nunca soubesse o que havia acontecido com Roberto. A investigação policial foi encerrada: mais um desaparecimento sem solução em uma cidade onde pessoas somem com uma frequência alarmante.

Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.