Numa manhã fria de inverno, num bairro tranquilo de Chicago, Maria saiu para levar o lixo para fora. A neve cobria levemente as calçadas, e o ar estava fresco e calmo.
Ao se aproximar das lixeiras, uma velha van branca parou de repente ao seu lado.
Dois jovens saíram sem dizer uma palavra. Abriram as portas traseiras, retiraram uma velha poltrona empoeirada, colocaram-na ao lado das lixeiras e rapidamente voltaram para a van. Em segundos, o veículo partiu rua abaixo.
Maria examinou a poltrona com curiosidade.
"Na verdade, é bonita", pensou, passando a mão pelo tecido gasto. "Só precisa de um pouco de cuidado. Com paciência, pode ficar como nova."
Depois de observá-la por mais um instante, decidiu-se.
"Vou levá-la para casa."
Não foi fácil. A poltrona era pesada, e arrastá-la pela calçada nevada exigiria tempo e esforço. Mas, finalmente, ela conseguiu levá-la até sua casa.
Quando ela abriu a porta, o marido olhou para cima, surpreso.
"O que você trouxe para casa agora?" perguntou Tom.
Maria riu, um pouco ofegante.
"Olha só! Com um estofamento novo e alguns reparos, vai ficar perfeita. Aí você finalmente terá uma poltrona confortável para assistir TV."
Tom ergueu uma sobrancelha, mas foi dar uma olhada mais de perto.
"Bem... acho que vale a pena consertar", disse ele, cautelosamente.
Eles carregaram a poltrona juntos para a sala de estar.
Tom pegou algumas ferramentas e começou a remover o estofamento gasto, enquanto Maria preparava retalhos de tecido que havia guardado anos atrás, da época em que trabalhava em uma oficina de móveis.
Ele mal tinha começado quando, de repente, parou.
"Maria... vem cá!" chamou ele.
Ela correu até ele, preocupada que algo tivesse dado errado.
Mas quando viu o que o fizera parar, ficou ali sem palavras.
Por um instante, nenhum dos dois disse nada.
Tom recostou-se lentamente, parecendo atordoado.
"Tom... você está bem?" perguntou Maria gentilmente, tocando seu ombro.
"Acho que sim", respondeu ele baixinho.
"Venha para a cozinha. O café da manhã está pronto."
Tom lavou as mãos e sentou-se à pequena mesa da cozinha. O apartamento era simples, mas sempre fora aconchegante e acolhedor.
Ele suspirou.
"Parece que minha aposentadoria não vai chegar antes do Natal", disse ele tristemente. "Talvez nem consigamos comprar presentes para os netos."
Maria sentou-se à sua frente, com o rosto marcado pela preocupação.
"Só me restam uns vinte dólares", admitiu ela. "E hoje já é dia 29. Minha aposentadoria só chega daqui a duas semanas."
Tom manteve a calma.
"Vamos dar um jeito", disse ele gentilmente. "É só comprar uma boa barra de chocolate para cada neto. E para nossa filha também — ela adora chocolate."
Maria balançou a cabeça negativamente.
“Até um bom chocolate está caro hoje em dia.”
Ela se levantou e olhou para a pequena cruz pendurada na parede.
“Senhor, por favor, nos ajude a superar esses dias difíceis”, sussurrou.
A vida realmente estava difícil ultimamente.
Sua filha tinha quatro filhos e, embora ela e o marido trabalhassem muitas horas, o dinheiro sempre era curto. Maria e Tom ajudavam cuidando das crianças sempre que possível.
Depois do café da manhã, Tom se deitou um pouco por causa da dor nas costas. Maria levou outro saco de lixo para fora.
Flocos de neve flutuavam lentamente no ar.
Quando ela chegou perto das lixeiras novamente, outra van de entrega parou.
Dois homens saíram do carro e descarregaram vários itens: uma estrutura de cama de metal, um saco de roupas velhas e outra poltrona antiga. Colocaram tudo ao lado das lixeiras e desapareceram tão rápido quanto os outros dois.
Maria examinou a segunda poltrona com mais atenção.
“Na verdade, ela é bem resistente”, pensou. “O tecido está sujo, mas é fácil de trocar.”
Ela tocou nos amplos apoios de braço.
"O Tom adoraria sentar aqui."
Depois de mais uma dificuldade para carregá-la escada acima, ela empurrou a porta do apartamento.
Tom pareceu surpreso.
"Outro tesouro do lixo?"
"Veja como é resistente", disse Maria, orgulhosa. "Depois que consertarmos, ficará perfeita para as suas costas."
"Onde você a encontrou?"
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