Logo após o funeral da nossa filha de 15 anos, meu marido insistiu para que nos livrássemos das coisas dela, mas enquanto eu arrumava o quarto dela, encontrei um bilhete estranho: "Mãe, olhe debaixo da cama e você vai entender tudo." Quando olhei debaixo da cama, vi algo terrível...

Logo após o funeral de nossa única filha, que acabara de completar 15 anos, a vida pareceu parar.

Lembro-me de estar parado junto ao túmulo, mal conseguindo ficar de pé.

As pessoas ao meu redor conversavam, ofereciam condolências, mas eu mal conseguia ouvir alguma coisa. Tudo o que eu via era seu caixão branco.

Após o funeral, meu marido não parava de dizer:

"Temos que nos livrar de todas as coisas dele. São apenas lembranças. Elas vão nos assombrar enquanto estiverem na casa."

Eu não conseguia entender como ela podia dizer essas coisas. Não eram apenas coisas: era o cheiro dela, o toque, as roupas, os brinquedos. Resisti o máximo que pude, mas depois de um mês, finalmente cedi. Decidi limpar o quarto dela, no qual eu não entrava havia quase trinta dias.

Quando abri a porta, tudo parecia igual. O leve aroma do perfume dela ainda pairava no ar, e um caderno estava aberto sobre a mesa.