Rosa María Delgado manteve a calma.
"Senhora..." disse o gerente em voz diferente, mais baixa. "Poderia explicar a origem desses fundos? É um procedimento necessário."
Ela assentiu.
"Meu marido e eu tínhamos uma pequena fábrica de sapatos. Nada de mais. Apenas trabalho honesto. Todo ano, separávamos uma parte. Ele dizia que o dinheiro não era para gastar... era para esperar."
"Esperar o quê?" perguntou o gerente.
Rosa olhou em volta.
"O dia certo."
Ela pediu uma sala reservada.
Lá dentro, explicou calmamente que, em 1973, seu marido havia sido injustamente acusado de fraude por um sócio ambicioso. Eles perderam a fábrica. Perderam a reputação. Ele adoeceu de tristeza e morreu alguns anos depois.
"Eu não entendia nada de leis. Não sabia como me defender. Só sabia economizar."
Por décadas, ela trabalhou costurando roupas para outras fábricas. Nunca mexeu nas contas. Nunca contou nada a ninguém. “Há seis meses, encontrei os documentos originais do processo”, continuou ela. “Meu marido era inocente. O sócio dele falsificou os documentos. E agora esse homem é dono de metade de um parque industrial nesta cidade.”
O gerente a observou em silêncio.
“O que você pretende fazer com o dinheiro?”
Rosa apertou as mãos sobre a sacola plástica.
“Restaurar a reputação dele.”
O cheque foi preenchido.
Mas ela não o pegou.
Continua na próxima página
Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.
