O amor que perdura raramente faz barulho. É como um cachecol que se aconchega num dia frio. Como uma xícara colocada mais perto sem que seja preciso pedir. Um lugar reservado. Como um ritmo que diminui para manter a mesma cadência. Como um olhar que diz: "Ainda estou aqui".
Hoje ela tem 94 anos e ele 97. Seus rostos carregam a passagem do tempo, mas seus sorrisos guardam algo mais forte: a prova da presença. Não a prova de uma vida perfeita, mas de uma vida compartilhada. Porque o verdadeiro amor não é uma promessa para um único dia; é uma promessa sustentada, no dia a dia, repetidamente.
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