A diferença entre o consumo seguro e o potencialmente perigoso reside nos processos que antecedem o cozimento. O primeiro passo essencial é descascar completamente a mandioca, pois a maior concentração de compostos indesejáveis encontra-se na casca e nas camadas externas. Em seguida, é aconselhável deixá-la de molho em água por várias horas, um método tradicional que ajuda a reduzir significativamente a presença dessas substâncias. Em algumas culturas, esse molho pode durar a noite toda, especialmente para variedades mais potentes.
Além do molho, outras técnicas ancestrais se mostraram eficazes. A fermentação, a secagem e, por fim, o cozimento prolongado em altas temperaturas são métodos que neutralizam quase completamente quaisquer compostos tóxicos remanescentes. Uma vez cozida, frita ou assada adequadamente, a mandioca torna-se um alimento completamente seguro para o consumo humano.
É importante observar que nem todas as variedades são iguais. Existem variedades de mandioca doce, com níveis mais baixos de glicosídeos cianogênicos, e variedades amargas, que exigem um manuseio muito mais cuidadoso. Em algumas áreas rurais, onde predomina este último cenário, foram registrados casos de envenenamento acidental, geralmente relacionados à falta de informação ou a situações de escassez que levam a tempos de preparação acelerados.
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