A maioria das pessoas nunca vê os zeladores.
Nem os homens apressados em seus ternos impecáveis, com os olhos grudados nos celulares.
Nem as mulheres caminhando pelo chão polido com café em uma mão e fones de ouvido na outra.
E certamente não os adolescentes que jogam rolos de papel-toalha no chão como se ele fosse se limpar magicamente.
Há muito tempo parei de esperar ser vista.
Meu nome é Martha. Tenho sessenta e três anos e, por mais de quarenta anos, trabalhei à noite — horas silenciosas esfregando banheiros, limpando impressões digitais de espelhos e lavando pisos sob luzes fluorescentes piscantes. Prédios comerciais. Áreas de descanso em rodovias. Lugares por onde as pessoas passam sem pensar duas vezes.
Algumas pessoas dizem que esse tipo de vida é solitário.
Nunca discuti com elas.
Mas também nunca concordei.
Porque o trabalho honesto tem sua própria dignidade. E quando o mundo finalmente dorme, o silêncio te dá espaço para respirar.
Ainda assim… quando você dedica seu corpo, seu tempo e sua juventude para criar filhos, secretamente anseia por pequenas coisas. Uma visita. Um telefonema. Um cartão de aniversário com letra torta de um neto.
Os meus pararam de chegar.
Tenho três filhos — Diana, Carly e Ben. Todos adultos. Todos bem-sucedidos. Diplomas universitários emoldurados em paredes que eu nunca vi. Eles têm parceiros, filhos, cozinhas com bancadas de pedra e geladeiras que comportam mais vinho do que comida.
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