“Cem milhões de dólares”, disse ele com um sorriso. “É tudo seu, se você conseguir abrir esse cofre.”
A sala explodiu em gargalhadas.
Cinco homens de terno sob medida estavam por perto, suas vozes se sobrepondo enquanto riam alto demais e por muito tempo. Alguém enxugou as lágrimas. Outro balançou a cabeça em descrença.
À frente deles estava um menino de onze anos.
Seus tênis estavam gastos. Sua jaqueta era grande demais, as mangas desfiadas nos punhos. Ele estava ao lado de sua mãe, que segurava um esfregão com as mãos trêmulas.
Ela era funcionária da limpeza. Eles não deveriam vê-la.
As pessoas que nunca precisavam se preocupar
“Ele sequer entende o que essa quantia significa?”, disse Michael Hargreaves, um sócio sênior de investimentos, ainda rindo.
“Ele provavelmente pensa que um milhão é como cem dólares”, acrescentou outro homem.
Arthur gostou mais dessa parte. Não do dinheiro, mas do controle.
O cofre estava atrás dele: aço importado, fechaduras biométricas, um painel digital com uma luz fraca. Custara mais do que a mulher à sua frente jamais ganharia.
"Relaxe", disse Arthur, acenando com a mão. "É educativo."
O menino olhou para ele em silêncio.
A mulher finalmente falou, sua voz quase inaudível.
"Senhor... por favor. Estamos indo embora. Meu filho não vai tocar em nada."
O sorriso de Arthur desapareceu.
"Eu não lhe dei permissão para falar."
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