Ela me deixou ficar no quarto da empregada enquanto eu procurava emprego. Durante semanas, bati de porta em porta, ofereci meus serviços, mas ninguém me contratava. Eu era muito jovem, muito inexperiente, muito provinciana. Foi em outubro de 1951 que tudo mudou. Minha prima me contou que uma senhora conhecida estava procurando uma empregada doméstica para uma casa muito importante. Ela não me disse quem era o dono, apenas que pagavam muito bem e precisavam de alguém discreta, trabalhadora e que soubesse cozinhar comida mexicana tradicional. Me vesti da melhor maneira possível, com minhas roupas mais decentes, e fui para a entrevista.
A casa ficava no bairro de Nápoles. Era enorme, elegante, com belos jardins e uma fonte na entrada. Toquei a campainha, tremendo de nervosismo. Uma mulher na casa dos quarenta, séria e bem vestida, atendeu. Era a administradora da casa. Ela me levou para uma salinha e me entrevistou por quase uma hora. Perguntou de onde eu era, quais eram minhas habilidades, se eu tinha família na cidade, se eu sabia ler e escrever e se eu sabia guardar segredos. Essa última pergunta me pareceu estranha, mas respondi que sim, que eu era muito discreta.
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