O sorriso no rosto da namorada dele se transformou em gelo, como se fosse se estilhaçar ao menor toque.
Peguei as mãos dos meus filhos e sorri: um sorriso sereno, terrivelmente calmo. Não era um sorriso forte, mas o silêncio que se seguiu falou por mim.
A mulher que partiu sem nada havia sumido. A mulher que voltou hoje... ela era a tempestade.
2. A Última Ceia
Voltei à propriedade Sterling em Greenwich ao entardecer. A mansão brilhava com luz, parecendo mais uma fortaleza do que uma casa.
Na sala de jantar formal, a mesa estava posta com um banquete digno da realeza. Mas ninguém estava comendo.
Na cabeceira da mesa estava Arthur. Ele não precisava levantar a voz para dominar o ambiente; seu silêncio era tão denso que chegava a tirar o fôlego.
À sua esquerda estava Julian. Ele estava reclinado, checando o celular, seu belo perfil marcado por uma fria indiferença. Era como se ele estivesse esperando o fim de uma reunião tediosa, em vez de um jantar com a esposa.
Troquei de sapatos e fui até a mesa, dirigindo-me ao meu lugar de sempre, ao lado de Julian.
"Sente-se na ponta", ordenou Arthur secamente. Ele apontou para a ponta da mesa comprida, o lugar reservado para convidados distantes ou funcionários de baixo escalão.
Parei por uma fração de segundo. Julian nem sequer levantou os olhos. Seus dedos longos percorriam a tela, sua mente claramente em assuntos "mais importantes".
Caminhei até a ponta da mesa e me sentei. A cadeira de couro estava gelada.
Uma empregada silenciosamente colocou um lugar à minha frente. Vi um lampejo de simpatia em seus olhos. Assenti levemente.
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