“Vai voltar.”
Mas eu já sabia que as consequências os atingiriam assim que os próximos débitos programados tentassem sacar um dinheiro que já não existia mais.
Passei minha primeira noite em um hotel barato de longa permanência, com lençóis ásperos e uma geladeira barulhenta, e dormi melhor do que em meses. Não foi o conforto que ajudou. Foi a ausência da ansiedade constante.
Na manhã seguinte, fiz todas aquelas coisas práticas que as pessoas sempre dizem que vão fazer “depois”. Troquei todas as senhas: folha de pagamento, banco, e-mail, armazenamento em nuvem. Ativei a autenticação de dois fatores. Liguei para o RH e confirmei que meu depósito direto estava em dia e que ninguém mais tinha acesso às minhas informações de pagamento. Depois, imprimi três meses de extratos bancários mostrando as repetidas transferências de US$ 1.300.
Ao meio-dia, meu telefone estava bombando de mensagens.
Marco: “Por que a conta está vazia?”
Daria: “O QUE VOCÊ FEZ?”
Marco: “Me liga agora.”
Daria: "Você não pode roubar da gente!"
Encarei as mensagens, quase incrédula com a audácia de acusar alguém de roubar o próprio dinheiro.
Liguei para o Marco, não porque lhe devesse uma explicação, mas porque ele era meu irmão e eu queria esclarecer as coisas.
"Marco", eu disse, "eu não roubei nada. Transferi meu salário para uma conta à qual a Daria não tem acesso."
Ele parecia desesperado.
"A Daria disse que você nos deixou sem nada."
"Você quer dizer que eu parei de bancá-la?", respondi. "Não é a mesma coisa."
Ele soltou um suspiro pesado.
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