“Não a deixe sozinha. E, acima de tudo, não a deixe falar com Gabriel”, respondeu Teresa. “Aquele menino é muito observador.”
Gabriel. Irmão mais novo de Julián. Quieto. Observador. O único que me lançava olhares estranhos durante o jantar sempre que Teresa me interrompia.
Recuei silenciosamente até o quarto de hóspedes que me haviam dado “para descansar antes da lua de mel”. Fechei a porta e fiquei ali parada, imóvel. Meu vestido de noiva estava pendurado perto. Minha mala estava intocada. Meu celular estava no criado-mudo.
Apenas algumas horas antes, eu era uma noiva.
Agora me sentia como uma presa.
Pensei em gritar. Em correr. Em chamar a polícia.
Mas algo dentro de mim me dizia para manter a calma.
Peguei meu celular e mandei uma mensagem para Gabriel:
“Ouvi tudo. Eles querem que eu assine para poderem tomar minha casa. Por favor, me ajude. Não conte nada a eles.”
Ele respondeu quase instantaneamente.
“Mantenha a calma. Não abra a porta da frente. Vou entrar pelo quintal.”
Quando ele chegou, seu rosto estava pálido e seus olhos cheios de raiva.
“Me desculpe”, sussurrou. “Eu sabia que minha mãe e Julián já tinham feito coisas questionáveis antes… mas nunca imaginei que chegariam a esse ponto.”
Minha voz tremeu.
“Antes? Como assim?”
Gabriel engoliu em seco.
“Você não é a primeira mulher que eles enganaram… apenas a primeira que planejaram destruir assim.”
Um arrepio percorreu meu corpo.
E dentro daquela casa, onde me acolheram como se eu fosse da família, meu cunhado e eu começamos a planejar algo que transformaria sua armadilha em seu pior pesadelo antes do amanhecer.
PARTE 2
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