"Que diabos você está fazendo?" ele rugiu.
Não olhei para ele. Olhei para o garçom.
"O que você colocou na bebida dele?"
O homem desmaiou.
Foi o suficiente.
Os seguranças o levaram embora. Os associados desapareceram. E Alejandro, que queria entender, mal conseguia se manter de pé.
Porque uma pequena quantidade do líquido havia tocado seus lábios.
A droga começou a fazer efeito quase imediatamente.
Ele ficou vermelho, sua respiração ficou ofegante e ele perdeu o foco. Seu corpo grande e rígido começou a balançar. Eu o agarrei pela cintura e o conduzi pela saída VIP em direção ao estacionamento, tentando evitar uma cena e algo pior.
Mas na garagem subterrânea, a substância acabou com a pouca lucidez que lhe restava.
Ele me encurralou contra uma coluna.
Ele pronunciou meu nome com uma voz quebrada, selvagem e irreconhecível.
Eu o empurrei. Eu o golpeei. Tentei me libertar. Não vou entrar em detalhes sobre aquela noite porque não havia romance naquele caos; havia química, confusão, resistência e uma velha ferida reabrindo. Só sei que, em meio à luta, ao cansaço e à perda de controle, mordi-o com força no ombro.
Essa marca acabou sendo a chave para uma verdade enterrada.
Ao amanhecer, saí antes que ele acordasse. Apaguei as gravações da câmera de segurança com a ajuda de Kiko, sócio de Andrés e dono da boate. Quando Alejandro abriu os olhos, encontrou apenas o cheiro de uma mulher ausente, o quarto vazio e a marca da mordida no ombro.
E então comecei a me lembrar.
Três anos atrás, na noite em que seus rivais o envenenaram, ele também acordou confuso, convencido de que Cristina tinha sido a mulher que o salvara e ficara com ele. Mas a memória é uma fera paciente. Basta uma rachadura para que toda a verdade venha à tona.
A mesma sensação.
O mesmo cheiro.
A mesma forma de resistir.
E uma pequena pinta vermelha abaixo da clavícula.
Uma marca de nascença que Cristina não tinha.
A partir daí, tudo desmoronou.
Ele ordenou uma investigação sobre o garçom de Musa. Descobriu que Cristina havia pago pelos remédios, que planejava engravidar para forçar um casamento, que mantinha a mentira há anos sobre a suposta noite em que o "salvou".
Ele a confrontou na clínica.
Puxou a gola do avental hospitalar dela e confirmou o que já suspeitava: nada. Nenhuma marca de nascença. Nenhuma verdade. Nenhum amor.
Apenas manipulação.
Cristina ficou sem sua máscara.
E Alejandro, sem um álibi moral.
Naquele mesmo dia, ele veio me procurar no hospital. Esperou por mim no corredor da administração, com o rosto abatido e o desespero nos olhos.
Assim que me viu, agarrou-me pelos ombros.
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