Alex congelou. “Uma notificação extrajudicial? Eu não emiti uma… Nunca ordenei nada parecido.” Sua mente retrocedeu aos eventos de cinco anos atrás. Ele havia dado instruções gerais à sua equipe jurídica sobre como lidar com quaisquer “perturbações” relacionadas ao seu passado, mas nunca uma ordem específica contra Sofia ou sua família. Quem havia feito isso? E por quê?
A notícia da notificação extrajudicial atingiu Alex como um raio. Sua mente, acostumada à precisão e ao controle absoluto sobre seu império, se recusava a acreditar. Ele não havia emitido aquela ordem. Ou havia? As lembranças daqueles dias, um turbilhão de reuniões, lançamentos de produtos e pressão de investidores, estavam nebulosas. Ele havia delegado demais à sua equipe jurídica e confiado cegamente em seu julgamento para “proteger” sua imagem e seu tempo.
“Tem certeza, Sofia?”, perguntou Alex, com a voz carregada de incredulidade e crescente horror. “Eu jamais… Eu jamais ordenaria algo assim contra você ou sua família.”
Sofia olhou para ele com uma mistura de pena e ceticismo. “Eu tenho a cópia, Alex. Assinada pelo seu escritório de advocacia, com seu nome no cabeçalho. Miguel tentou falar com você porque estava preocupado comigo e com o bebê. E recebeu essa ameaça legal. Você acha que ele me submeteria ao seu desprezo novamente depois disso?”
Alex fervia de raiva. Ele havia sido manipulado, ou pelo menos sua confiança havia sido traída. Seu antigo advogado principal, um certo Richard Sterling, sempre fora excessivamente protetor com sua reputação. Era óbvio que Sterling havia agido por conta própria e interpretado a instrução de Alex para “eliminar distrações” da maneira mais fria e implacável. Ele teria que responder não apenas por seu próprio egoísmo, mas também pela crueldade que seu sucesso havia permitido.
“Sofia, eu juro pela minha vida, eu não sabia nada sobre esta carta”, disse Alex com uma convicção na voz que Sofia não ouvia há anos. “Richard Sterling… ele deveria proteger minha imagem. Mas isso… isso é inaceitável.” Ele pegou o celular. “Vou ligar para ele agora mesmo. E prometo que ele vai pagar por isso.”
Sofia o interrompeu com um gesto de mão. “Não. Agora não, Alex. O Daniel vai voltar da creche daqui a pouco. Não quero que ele nos veja assim. E não quero que ele veja um estranho em casa.”
Alex abaixou o telefone; sua raiva era atenuada pelo respeito por Daniel. “Você tem razão.”
Mas eu prometo, isso não acabou. E quero que você saiba o quanto sinto muito. Mais do que palavras podem expressar. Não só pela gravidez, mas também por como eu te tratei, por deixar minha ambição me cegar. E por esta carta. Sterling vai se arrepender de ter cruzado essa linha.”
Naquele momento, a porta da frente se abriu e uma vozinha disse: “Mamãe, voltei!”
Daniel veio correndo, com uma mochila de dinossauro nas costas, os olhos azuis brilhando de alegria. Ele parou abruptamente ao ver Alex. O sorriso dele desapareceu, substituído por uma curiosidade cautelosa.
"Olá, meu pequeno", disse Sofia, abaixando-se para abraçá-lo. "Olha, meu amor, este é o amigo da mamãe. O nome dele é Alex."
Alex também se abaixou, tentando parecer amigável e não intimidador. "Olá, Daniel", disse ele com uma voz surpreendentemente gentil.
Daniel o olhou de cima a baixo com a inocência de uma criança. "Você é astronauta? Você conhece meu pai?"
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