Parte 1: A noite em que abri a porta

O homem caiu para a frente, agarrando-se ao batente da porta e esmagando-o.

Estranho na Tempestade
Ele estava encharcado até os ossos, a chuva pingando de seus cabelos e barba no chão. Suas roupas estavam rasgadas e pendiam ao seu redor como se não lhe servissem mais. Ele tremia incontrolavelmente, não sabia dizer se era de frio, medo ou exaustão.

Por um breve segundo, o instinto me disse para recuar. Fechei a porta. Para me proteger.

Então ele olhou para mim.

Seus olhos estavam fundos, fundos por algo mais profundo que a fome. Quando falou, sua voz mal se elevou acima do rugido da tempestade.

"Por favor", ele sussurrou. "Eu só preciso de ajuda."

Foi só isso. A hesitação desapareceu.

Eu o puxei para dentro e fechei a porta atrás de nós, isolando-o da chuva, do vento e de tudo o mais que o estivesse perseguindo até ali. Sentei-o, peguei algumas toalhas e as enrolei em seus ombros. A princípio, ele se encolheu, como se estivesse surpreso com a própria gentileza.

Encontrei para ele algumas roupas secas, antigas, que pertenciam ao meu pai. Um moletom e uma calça que definitivamente estavam grandes demais, mas quentes. Coloquei sopa em uma tigela e a servi à sua frente. Ele a segurou como se fosse desaparecer.

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