O homem caiu para a frente, agarrando-se ao batente da porta e esmagando-o.
Estranho na Tempestade
Ele estava encharcado até os ossos, a chuva pingando de seus cabelos e barba no chão. Suas roupas estavam rasgadas e pendiam ao seu redor como se não lhe servissem mais. Ele tremia incontrolavelmente, não sabia dizer se era de frio, medo ou exaustão.
Por um breve segundo, o instinto me disse para recuar. Fechei a porta. Para me proteger.
Então ele olhou para mim.
Seus olhos estavam fundos, fundos por algo mais profundo que a fome. Quando falou, sua voz mal se elevou acima do rugido da tempestade.
"Por favor", ele sussurrou. "Eu só preciso de ajuda."
Foi só isso. A hesitação desapareceu.
Eu o puxei para dentro e fechei a porta atrás de nós, isolando-o da chuva, do vento e de tudo o mais que o estivesse perseguindo até ali. Sentei-o, peguei algumas toalhas e as enrolei em seus ombros. A princípio, ele se encolheu, como se estivesse surpreso com a própria gentileza.
Encontrei para ele algumas roupas secas, antigas, que pertenciam ao meu pai. Um moletom e uma calça que definitivamente estavam grandes demais, mas quentes. Coloquei sopa em uma tigela e a servi à sua frente. Ele a segurou como se fosse desaparecer.
CONTINUE LENDO NA PRÓXIMA PÁGINA 🥰💕
Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.
