Marina não esperava ouvir aquilo em voz alta. Sentiu até uma leve pontada de remorso: tarde demais, mas ainda assim.
"Então, o que você sugere?" sibilou a sogra. "Você está escolhendo ela? Em vez da sua própria mãe?"
Anton ergueu o olhar. E, pela primeira vez, não havia um pedido de desculpas em seus olhos, mas uma decisão.
"Eu escolho minha família. Não vou abandonar minha mãe. Mas também não vou destruir Marina."
Esse "não destruí-la" soava como se ele finalmente entendesse o que vinha fazendo o tempo todo.
Etapa 4: Dinheiro no cartão da "mamãe" e a verdade, que precisava ser obtida como um adulto.
Os três dias que Marina deu à sogra se arrastaram como elásticos. O apartamento ficou em silêncio; não de paz, mas de cautela. Galina Petrovna andava de um lado para o outro no quarto como se um inimigo do Estado tivesse se instalado ali. Anton tentou evitar a atenção da mãe e, pela primeira vez em muito tempo, tentou falar seriamente com Marina: não "tenha paciência", mas "o que posso fazer?".
No terceiro dia, Galina Petrovna disse friamente:
"Não há dinheiro. Parte foi para as contas, parte para remédios, parte... para o básico. Afinal, você mora aqui." Marina assentiu lentamente.
"Certo. Então, vamos fazer isso como adultos."
Ela pegou a pasta com as declarações que já havia preparado, junto com uma lista de verificação do seu advogado: o que documentar, para onde ir, que palavras usar.
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