Nesse primeiro dia, Big John estava a visitar o irmão moribundo, caminhando pelos corredores estéreis do Saint Mary’s Hospice, quando ouviu um choro vindo do quarto 117.
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Não é apenas o choro de uma criança doente, mas o soluço profundo e dilacerante de alguém que perdeu a esperança.
"Estás perdido?", perguntou ela enquanto ele lhe acariciava a cabeça calva, refletindo as luzes fortes do hospital.
"Talvez", admitiu, olhando para a pequena a afundar-se na cama de hospital feita para adultos. "E você?"
"Os meus pais disseram que voltariam em breve", sussurrou ela. "Isto foi há vinte e oito dias."
As enfermeiras contaram-lhe mais tarde a verdade. Os pais de Katie tinham entregue a guarda ao estado e desaparecido.
Incapazes de lidar com a saúde debilitada da filha, as contas médicas e a realidade de a ver morrer, restavam-lhe talvez três meses de vida, talvez até menos.
"Ela pergunta sobre isso todos os dias", disse Maria, a enfermeira-chefe, calmamente. "Ela pensa sempre que eles estão no trabalho, a comprar comida ou presos no trânsito."
Nessa noite, John voltou ao quarto 117. Katie estava acordada, a olhar fixamente para o teto, agarrada a um ursinho de peluche gasto.
"O teu irmão está bem?", perguntou ela, lembrando-se do motivo pelo qual ele estava ali.
"Não, querida, ele não está."
"Eu também não", disse ela, com naturalidade. "Os médicos pensam que não compreendo, mas eu compreendo. Estou a morrer."
A forma como ela o disse, tão calma para uma criança de sete anos, partiu algo dentro de John.
"Está com medo?", perguntou.
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