Tirei um dia de folga não planejado para seguir secretamente meu marido e minha filha – o que descobri me deixou com as pernas bambas.

Eu estava três carros atrás.

Mas o ponto parou em uma direção desconhecida: uma casa antiga e aconchegante, transformada em um prédio comercial. Havia uma guirlanda na porta e luzes piscantes nas janelas.

Uma placa de bronze dizia Molly H. – Terapia Familiar e Infantil.

Congelei. O nome me atingiu como um balde de água fria.

Espiando pela janela, eu os vi. Dan estava sentado ereto, Ruby balançava as pernas em um sofá azul macio. E Molly — uma pessoa de verdade — ajoelhada na frente de Ruby, segurando uma rena de pelúcia e sorrindo calorosamente.

Congelei.

Ele não estava flertando. Era profissional e gentil.

Senti uma onda de confusão dissipar minha fúria. Eu não sabia mais no que estava me metendo.

Mas abri a porta mesmo assim, com as mãos tremendo.

Dan olhou para cima. O sangue havia sumido de seu rosto.

"Erica", disse ele, levantando-se. "O que você está fazendo?"

"O que estou fazendo aqui?" interrompi, com a voz áspera. "O que você está fazendo aqui? Quem é ela? Por que minha filha está desenhando sua 'amiga' como se ela fosse da nossa família?"

Não era flerte.

Os olhos de Ruby se arregalaram. "Mamãe..."

Molly se levantou devagar, com calma e firmeza. "É Molly", disse ela gentilmente. "Acho que houve um mal-entendido."

Dan não se apressou em se defender. Ele apenas pareceu derrotado.

"Eu ia te contar", disse ele, com a voz embargada. "Eu juro que ia."

Meu coração estava acelerado e minha cabeça girando. "Você tem levado nossa filha para terapia pelas minhas costas?"

Ele assentiu, com os olhos brilhando. "Sim. E eu sei como parece. Mas não é o que você pensa."

"Eu juro que é."

Eu o encarei. Meu marido, o homem com quem construí uma vida, estava ali parado, parecendo um estranho para quem eu não sabia se devia gritar ou me apoiar.

"Você mentiu", eu disse baixinho, com a voz trêmula. "Você me disse que a levaria ao museu."

"Eu sei", ele respondeu, com os olhos fixos no tapete. "Só não sabia como explicar sem piorar as coisas."

"Piorar?!", exclamei, elevando a voz. "Você achou que mentir para mim, sair às escondidas e apresentar nossa filha a uma terapeuta como se ela fosse uma amiga secreta da família era a melhor opção?"

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