Elepa ergueu o olhar, os olhos brilhando com lágrimas e exaustão. "Por favor, só por esta noite, não tenho para onde ir." "De onde você é? Como chegou aqui no meio desta tempestade? Meu carro quebrou." Elepa engoliu em seco, olhando para os bebês que dormiam profundamente. "Entrei em trabalho de parto e não consegui chegar ao hospital."
"Caminhei até encontrar um abrigo e parei aqui." Matías franziu a testa. Depois de cinco anos vivendo sozinho na esperança, Matías finalmente se viu diante de uma situação como essa. A tempestade rugia lá fora, e relâmpagos iluminavam o interior da casa a cada poucos segundos. "Vocês dois aqui, gêmeos", sussurrou Elepa, tocando delicadamente cada bebê. Santiago e Esperanza.
O nome da menina fez Matías sentir uma estranha pontada no peito. Era o mesmo nome da casa dela, o nome que Carmen havia escolhido anos antes, quando sonhava em ter filhos. "Não posso deixá-los aqui", murmurou ele, mais para si mesmo do que para ela. "A casa é perto. Vocês podem ficar até a tempestade passar." Elepa fechou os olhos, aliviada.
“Obrigada, não sei como te agradecer.” Matías ajudou Elepa a se levantar, carregando um dos bebês enquanto ela segurava o outro. A chuva os encharcou durante a curta caminhada até a casa principal. Assim que entraram, Matías acendeu a lareira e preparou o sofá com cobertores limpos.
“Você está com fome?”, perguntou ele, sentindo-se estranho por ter visitas depois de tanto tempo sozinha. “Um pouco de água cairia bem.” Enquanto Elepa se acomodava com os gêmeos, Matías a observava da cozinha. Ela era jovem, talvez por volta dos 28 anos, com cabelos castanho-escuros e traços delicados que contrastavam com a determinação em seus olhos. Suas roupas, embora sujas por causa da fuga, eram de boa qualidade.
“Qual é o seu nome?”, perguntou ele ao retornar com o copo d'água. Elepa. Elepa Morales. Matías Sadoval. Esta é a minha casa. Elepa bebeu a água devagar, como se cada gole fosse um presente. “Você mora sozinha aqui?” “Há cinco anos”, respondeu Matías, colocando mais lenha na lareira. “Minha esposa morreu em um acidente. Sinto muito.”
Um silêncio desconfortável se instalou entre eles, quebrado apenas pelos pequenos sons que os bebês faziam. Elea embalava Santiago suavemente, que começara a chorar. “Ela precisa mamar”, disse Elepa. E Matías foi até a cozinha para lhe dar um pouco de privacidade. Da cozinha, ele ouviu a voz suave de Elepa cantando para os bebês. Era uma melodia que ele não reconhecia, mas tinha algo de reconfortante.
Pela primeira vez em anos, a casa não parecia vazia. Quando voltou para a sala, Elepa havia conseguido fazer os dois bebês dormirem. “Eles são lindos”, comentou Matías baixinho. “Eles são a minha vida”, respondeu Elepa, olhando para eles com uma mistura de amor e preocupação. “Tudo o que eu fiz foi para protegê-los.” Protegê-los de quê? Elea olhou para o fogo.
É uma história longa e complicada. Matías notou uma mala de viagem perto da porta, encharcada pela chuva. Ele a havia trazido do celeiro. "Você deveria descansar", disse ele. "Podemos conversar amanhã sobre o que você precisar." O quarto de hóspedes está disponível. Não quero lhe causar nenhum incômodo; você já fez muito.
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