Ele a mandou para a prisão grávida de outra mulher… 5 anos depois, ela recuperou toda a sua vida…

Oitenta e cinco noites em uma masmorra, dormindo em um colchão que cheirava a mofo e desespero, enquanto o canalha que era pai dos gêmeos que ela carregava brindava com champanhe francês ao seu noivado apressado.

O som surdo e metálico das fechaduras se fechando naquela cela gelada da prisão provincial não foi o que despedaçou a alma de Isabela, mas a imagem ficou gravada em sua memória.

Mateo, o homem a quem ela dedicou toda a sua vida, virando-lhe as costas no tribunal, sem derramar uma única lágrima, deixando-a apodrecer atrás das grades por causa de alguns negócios financeiros obscuros que ele mesmo havia orquestrado.

Que descaramento absoluto, meu Deus. Ele a usou como seu bode expiatório perfeito, empurrando a mulher que o amava devotamente para as profundezas do inferno, tudo para salvar sua empresa da falência e abrir caminho para se casar com uma patricinha mimada da alta sociedade.

Lá estava Isabela, tremendo nas primeiras horas da manhã sob o frio cortante dos invernos castelhanos, envolta em um uniforme de prisão sem graça que mal cobria sua barriga, agora com quase oito meses de gravidez.

Suas mãos tremiam, os nós dos dedos em carne viva de tanto esfregar o chão de pedra da prisão, mas se agarravam à sua barriga com a ferocidade de uma leoa encurralada protegendo seus filhotes.

Cada contração prematura, cada dor aguda em seu útero, era um lembrete físico da traição mais vil e impiedosa que um ser humano pode suportar. Suas companheiras de cela, mulheres endurecidas pelos golpes da vida, olhavam para ela de soslaio, um nó se formando em suas gargantas ao ouvi-la abafar os gemidos contra o travesseiro para não incomodá-las.

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