Mateo, um vigarista de primeira, sabia exatamente como explorar suas fraquezas e encantá-la. Com aquele sorriso torto de galã de filme de época, palavras envoltas em veludo enganoso e promessas vazias de um futuro juntos no altar que nunca se concretizaram, ele a moldou à sua imagem e semelhança.
Para aquele homem desprovido de escrúpulos morais, Isabella não era nada mais que a tábua de salvação perfeita, a fiel companheira que nunca questionava, a mulher incondicional disposta a defender cegamente seu amado mestre sem fazer uma única pergunta incômoda.
E ela, em sua infinita e imperdoável inocência, acreditava piamente que aquele empresário bonito, atlético e de lábia fácil compartilhava seus mesmos valores cristãos inabaláveis, completamente alheia à tempestade devastadora que se aproximava.
No entanto, a ruína econômica não bate à porta educadamente, anunciando sua chegada; ela invade com um estrondo brutal, destruindo tudo em seu caminho. E o deslumbrante império de papel que Mateo construíra, na verdade, estava erguido sobre alicerces podres até o âmago pela ganância desenfreada, cegada pela ambição obsessiva de pertencer por direito à elite madrilenha, de ostentar sobrenomes aristocráticos e de acumular somas obscenas em contas obscuras em paraísos fiscais.
O jovem executivo começara a desviar fundos para Manzalva. Falsificava assinaturas com mãos gélidas, manipulava as contas da empresa e jogava roleta russa com o dinheiro dos investidores, com uma imprudência suicida que beirava a completa loucura.
Quando a frágil bolha de suas mentiras estava prestes a estourar irremediavelmente, e os temidos auditores externos começaram a bisbilhotar os escritórios... Como implacáveis cães farejadores seguindo o rastro metálico de sangue financeiro, o mais profundo pânico tomou conta do arrogante e recém-empossado CEO.
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