Naquela noite, enquanto a voz da minha irmã se elevava em meio ao barulho das sirenes e da fumaça, eu estava na calçada, segurando uma caixa de papelão nos braços e um anjo de cerâmica meio derretido na mão.

Ele assentiu com a cabeça, um movimento pequeno e rígido. Depois se virou e foi embora, e eu não o impedi.

Voltei para o estúdio. Preparei um café. Sentei-me perto da janela e observei a cidade — não do vigésimo sexto andar, mas de uma altura que me servia perfeitamente.

Às vezes, precisamos deixar que coisas que nunca nos pertenceram queimem para ver o que resta nas cinzas.

O que restou de mim era permanente.

O que restou de mim era ouro.

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