A Fazenda Tain outrora se erguia como uma joia branca e reluzente em meio à exuberante paisagem das terras baixas da Carolina do Sul. Suas imponentes colunas se elevavam em direção ao céu como uma oração silenciosa, mas nenhuma piedade exterior conseguia ocultar os atos sombrios perpetrados dentro de seus muros. No verão de 1836, a propriedade era o assunto de Charleston — um paradigma de sucesso agrícola, onde os arrozais floresciam e os cavalos inspiravam a inveja de todos os fazendeiros. No centro dessa prosperidade estava Eleanor Lanena Tain — uma viúva de quarenta e cinco anos cujos traços marcantes e olhar severo inspiravam respeito e temor na mesma medida. Enquanto a elite de Charleston elogiava sua "diligência", permanecia deliberadamente cega para a verdadeira fonte de sua riqueza: um programa de reprodução sistemática e científica que reduzia os seres humanos a meros "gado".
A fachada da propriedade Tain era impecavelmente conservada. Enquanto os convidados desfrutavam de saraus na varanda, um bosque de carvalhos perenes escondia um edifício separado — um lugar sobre o qual os escravizados falavam apenas em sussurros aterrorizados: a Casa de Criação. Oficialmente conhecida como "Enfermaria", essa estrutura era o local de um monstruoso experimento social e biológico. Eleanor Tain, apoiada pelo distante e frio Dr. Maxwell Parnell, passou décadas aperfeiçoando seu programa de seleção genética. Seu objetivo não era simplesmente criar trabalhadores fortes, mas sim uma linhagem "perfeita". Esse horror, contudo, ia muito além dos escravizados. Eleanor também envolveu suas três filhas — Caroline, Josephine e Beatrice — nessa visão, considerando sua própria carne e sangue como os objetos finais de sua obsessão genética.
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