O rapaz não tinha dinheiro.
Por isso, cada passo que dei foi cuidadosamente planejado para atingir onde mais importava:
Seu orgulho.
Sua mentira.
Sua carteira.
Meus advogados entraram com o processo civil e prepararam o processo criminal.
A auditoria foi precisa:
Quarenta e oito transações injustificadas em vinte e seis meses.
Um aluguel pago com fundos da empresa.
Dois seguros.
Um carro em seu nome financiado com a conta operacional.
Saques em dinheiro sem documentação comprobatória.
Fernando tentou se defender dizendo que eram "adiantamentos".
Mas os supostos adiantamentos nunca foram aprovados por ninguém.
E certamente não por mim.
Eu era o único sócio.
Seu próprio advogado acabou aconselhando-o a fazer um acordo.
Ele aceitou porque não tinha outra escolha.
Vendeu o carro.
Uma motocicleta que mal usava.
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