Ethan soltou um longo suspiro, claramente cansado da pergunta. "Que outra escolha eu tenho? O pai dela já pagou metade do depósito do apartamento. E quando o bebê nascer, ela estará ocupada demais para fazer perguntas."
Um arrepio percorreu meu corpo e eu não conseguia respirar. Meu peito apertou e me agarrei ao batente da porta para não cair.
Então ouvi a voz de Ethan novamente, mais baixa desta vez, mas igualmente fria e calculista. "Eu nunca amei Claire. Este bebê não muda nada. Vanessa é quem eu quero. Estou apenas fazendo o que é melhor para mim agora."
O mundo pareceu parar.
Encostei as costas na parede, esmagada pelo peso daquelas palavras. Meus joelhos fraquejaram, mas consegui me firmar antes de cair. Mal percebi a dor aguda que percorreu meu corpo com a contração. O bebê chutou em resposta, como se protestasse contra o caos que eu sentia por dentro.
Minhas mãos tremiam enquanto eu as levava ao rosto, tentando impedir que as lágrimas caíssem. Como ele pôde? Como o homem que eu amei, o pai do meu filho, pôde dizer aquelas palavras? Ele não estava nervoso. Ele não estava empolgado. Ele estava simplesmente calculando.
O homem que eu pensava conhecer havia se transformado em outra pessoa.
E então a música de casamento começou a tocar lá embaixo, sinalizando que era hora de ela caminhar até o altar.
Parei em frente ao espelho, olhando para o meu reflexo: uma mulher de vestido branco, mas parecia o figurino de um final feliz alheio.
Enxuguei as lágrimas e respirei fundo. Eu deveria estar feliz. Eu deveria estar apaixonada. Mas, em vez disso, não sentia nada além de vazio.
E foi aí que tomei a decisão.
Mesmo assim, ela iria caminhar em direção àquele altar.
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