Emily encostou-se à porta sem responder.
Nathan exalou lentamente. "Eu sabia que algo me era familiar, mas não esperava..." Ele parou. "O que você está fazendo aqui?"
"Trabalhando", respondeu Emily. "Aparentemente, sua empresa contrata com eficiência."
Sua expressão endureceu. "Não brinque comigo."
Dessa vez, sua risada foi mais fria. "Brincadeiras? Nathan, sua secretária me deu um tapa na frente de metade da equipe e disse que você era o marido dela. Se alguém está brincando comigo, não fui eu."
Ele permaneceu em silêncio.
Emily aproximou-se. "Vim porque tenho ouvido coisas. Sobre sua empresa. Sobre dinheiro circulando por empresas de fachada. Sobre seu círculo íntimo que exclui a alta administração financeira. Sobre Vanessa agindo como se fosse dona do lugar."
Ela parou ao lado da mesa. "Queria descobrir se você é incompetente, comprometido ou está me traindo. Não descarto nenhuma possibilidade."
Seus olhos brilharam. "Não estou tendo um caso com Vanessa."
“Mas você deixou ela agir como se pudesse te reivindicar publicamente?”
“Eu não sabia que ela estava fazendo isso.”
“Então você perdeu o controle do seu próprio escritório.”
Aquilo a atingiu em cheio.
Nathan pegou uma pasta e a deslizou em direção a ela. “Já que você está aqui, dê uma olhada.”
Dentro havia notas de auditoria, transações sinalizadas, aprovações não assinadas e autorizações de despesas encaminhadas pela administração executiva. O nome de Vanessa estava em todos os lugares, não como a autoridade final, mas como a pessoa que controlava todos os processos ligados à assinatura de Nathan.
Emily deu uma olhada rápida, franzindo a testa. “Você suspeitava dela?”
“Eu suspeitava de alguém”, disse Nathan. “Três meses atrás, um consultor externo notou algumas inconsistências. No começo, eram pequenas. Faturas duplicadas. Fornecedores com sites impecáveis, mas históricos vazios. Entradas de calendário alteradas para criar janelas de assinatura ‘urgentes’.” Vanessa controlava o acesso a metade do fluxo de documentos.
Ele sustentou o olhar dela. “Ela estava reunindo provas.”
"Então por que não a demite?"
"Porque se ela faz parte de algo maior, se você a remover cedo demais, todos terão tempo de desaparecer."
Emily fechou a pasta. "Então, enquanto você preparava o caso, ela estava imaginando um casamento de fantasia."
Pela primeira vez, ele pareceu cansado. "Eu não vi essa parte."
"Não", disse Emily suavemente. "Você não viu."
Um silêncio se estendeu entre eles, pesado com tudo o que havia permanecido não dito nos últimos onze meses: dor, distância, culpa e ausência.
"O que você quer de mim?", ele finalmente perguntou.
Emily colocou a pasta de lado. "A verdade. Toda ela. E esta noite, você ouvirá a mesma verdade de mim."
Às 18h15, eles revisaram as imagens da câmera de segurança da cozinha. Às 18h17, Vanessa entrou sem bater.
Ela empurrou a porta com a confiança de alguém que ainda acreditava que acesso significava poder, mesmo depois de tudo ter começado a desmoronar. Ela tinha retocado a maquiagem, mas mal. A raiva fervilhava por baixo da superfície. Ela olhou de Nathan para Emily e depois de volta para a pasta, e naquele instante, entendeu mais do que deveria.
"Você vai se encontrar com ela sozinha?", perguntou Vanessa, com a voz tensa. "Depois do que ela fez?"
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