Disfarçada e trabalhando secretamente na empresa do meu marido, fiz um gesto simples durante o almoço: peguei a garrafa de água dele e bebi um gole. A secretária dele ficou furiosa, me deu um tapa na frente de todos e gritou: "Como você ousa beber a água do meu marido?"

Vanessa ergueu o queixo, respirando rápida, furiosamente e com confiança. "Sim. Mia."

Emily pousou o copo com o máximo cuidado. Da porta atrás de Vanessa, uma voz masculina profunda e penetrante perguntou: "O que está acontecendo aqui?"

Nathan chegou bem a tempo de ouvir tudo. Ninguém se mexeu. Ele estava parado na porta, vestido com um terno azul-marinho escuro, uma das mãos ainda apoiada no batente, a incredulidade estampada no rosto. Seu olhar oscilou entre Vanessa e Emily, depois voltou para o copo d'água entre elas, como se fosse uma prova irrefutável.

Vanessa se recuperou primeiro. Virou-se rapidamente, sua raiva se transformando em angústia contida. "Nathan, essa funcionária foi desrespeitosa. Ela pegou sua comida, tocou nas suas coisas e..."

"Você tocou nas minhas coisas?" Emily repetiu, tocando a bochecha ardendo. "Isso justifica um tapa?"

Nathan estreitou os olhos ao dar um passo à frente. "Vanessa, você a agrediu?"

Vanessa hesitou. Naquele silêncio, a sala compreendeu mais do que o tapa em si havia revelado. Ela esperava apoio imediato. Agora, percebeu que algo tinha dado errado.

"Ela me provocou", disse Vanessa finalmente. "Todos sabem o quão próximas somos. Ela estava zombando de mim."

Emily deu uma risada curta e sem humor. "Próxima o suficiente para te chamar de esposa?"

Nathan cerrou os dentes. "Vanessa. No meu escritório. Agora mesmo."

Vanessa empalideceu. "Nathan..."

"Agora."

Ele não elevou a voz, o que fez a ordem soar mais decisiva. Vanessa passou por ele, os ombros rígidos, enquanto todos os funcionários evitavam olhar para ela.

Nathan permaneceu onde estava. Por um instante, ele não olhou para Emily como um estranho olharia. Seu olhar se demorou demais, examinando seu rosto com algo próximo à preocupação.

"Senhorita Brooks", disse ele cuidadosamente, usando seu nome profissional, "a senhora está ferida?"

Emily olhou em seus olhos. Lá estava: um lampejo de reconhecimento. Não era certeza, mas instinto. Antes, ela reconhecia cada nuance da voz dele. Agora, sentia cautela, inquietação e a primeira rachadura na estrutura que construíra em torno de sua vida.

"Eu vou sobreviver", disse ela.

O departamento de Recursos Humanos chegou em poucos minutos, visivelmente nervoso e pálido. Depoimentos foram colhidos. Testemunhas foram separadas. Vanessa insistia que Emily havia orquestrado tudo para humilhá-la. Emily respondeu a todas as perguntas com precisão, sem jamais revelar sua identidade. Mas, antes de sair da sala de reuniões, acrescentou uma frase que mudou completamente o rumo da investigação.

"Talvez valha a pena analisar por que uma secretária executiva se sente no direito de se identificar publicamente como esposa do Sr. Halstead."

No meio da tarde, os rumores se espalharam rapidamente pelo escritório. Às quatro horas, Emily recebeu um recado do andar executivo instruindo-a a comparecer à Sala de Reuniões C às cinco e meia. Ela chegou cedo.

Nathan já estava lá, parado junto à janela com vista para o centro de Chicago, as mangas arregaçadas e a gravata ligeiramente frouxa — um raro sinal de tensão. Ele se virou quando a porta se fechou.

"É você", disse ele.

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