Ele a mandou para a prisão grávida de outra mulher… 5 anos depois, ela recuperou toda a sua vida…

Ela era pouco mais que um saco de ossos e pele ressecada, consumida dia após dia por uma erupção cutânea áspera, esverdeada e sanguinolenta que lhe dilacerava o peito durante as longas noites, mal coberta por um cobertor esfarrapado e amarronzado que em nada protegia suas articulações artríticas do frio.

A grande maioria das detentas da unidade a evitava com repulsa, temendo contrair alguma doença contagiosa ou simplesmente endurecidas em sua empatia pela brutal lei da sobrevivência que prevalecia atrás das grades.

Isabela, por outro lado, possuía um coração nobre, forjado na bigorna da mais genuína compaixão cristã, incapaz de desviar o olhar diante do sofrimento atroz de um semelhante. Ela começou a se aproximar da mulher moribunda.

A princípio, fez isso em absoluto e respeitoso silêncio. Generosamente, ofereceu-lhe metade de sua já escassa ração de caldo quente. Umedecia seus lábios secos e rachados com um pano limpo quando a febre alta a fazia delirar.

E nas noites mais frias, cantavam baixinho canções de ninar tradicionais, melodias que serviam tanto para acalmar o sono inquieto dos gêmeos quanto para tranquilizar os evidentes terrores noturnos que afligiam aquela pobre desconhecida.

A velha, confinada ao seu catre, observava-a incessantemente. Nas primeiras semanas, fazia-o com suspeita, examinando cada movimento da jovem mãe com olhos afiados, calculistas e gélidos, como a lâmina de um estilete — olhos que, surpreendentemente, ainda conservavam um lampejo de inteligência voraz e dominadora sob as pálpebras pesadas.

Ela não estava nada acostumada à caridade altruísta. Toda a sua vida, desde a juventude, fora um campo minado, onde a compaixão tinha um preço alto e a empatia era considerada uma falha imperdoável.

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