Ele dividiu a geladeira com os outros e perdeu o respeito.

Fase 2: Convidados que de repente se lembraram de seus próprios afazeres

As palavras do chefe soaram como uma mudança de ritmo. A princípio, todos estavam prontos para rir, concordar com a cabeça, comer e beber. Então, de repente, lembraram-se da pressão arterial, das crianças e do fato de que "preciso sair cedo amanhã".

"Ah, eu também", respondeu rapidamente um dos colegas de Nikolai. "Eu tenho... o turno da manhã."

"É, eu só preciso dar uma passada na oficina", murmurou outro, já vestindo o casaco, embora tivesse chegado apenas cinco minutos antes.

Nikolai corria de um lado para o outro em pânico, como um homem cuja mesa desabou sob seus pés.

"Gente, o que está acontecendo com vocês?", ele tentou rir. "A Vera... bem... não cozinhou tempo suficiente. Nós... nós resolvemos isso agora mesmo!"

Ele irrompeu na cozinha, abriu a porta da geladeira com um estrondo, os potes tremendo. E congelou de medo.

Esta manhã, eu claramente redefini os "limites": na prateleira dele estava tudo o que ele comprava "para si mesmo". Na minha, meus ovos, pauzinhos e mingau de aveia. E entre eles, o vazio. Como um símbolo.

Nikolai entrou na sala, o rosto ficando roxo.

"Você fez isso de propósito?!" ele sibilou.

Eu o segui para fora e fiquei ao lado da mesa. Não bem ao lado dele, mas um pouco de lado, como alguém que não está mais de costas para o quadro de outra pessoa.

"Eu fiz tudo exatamente de acordo com as suas regras, Nikolai", eu disse, em voz alta o suficiente para que aqueles que ainda não tinham saído ouvissem. "Você disse: 'Prepare sua própria comida.' Com o seu próprio dinheiro.' E eu preparei. E você disse: 'Ponham a mesa.' Eu fiz. Com o seu próprio dinheiro."

O chefe já havia vestido o casaco, mas ainda estava parado perto da porta.

"Nikolai", disse ele secamente, "você sempre me pareceu um pouco rude, mas trabalhador. Mas agora vejo algo... estranho."

Nikolai tentou sorrir:

"É um assunto de família. Cuide da sua vida..."

"Não me importo", disse o chefe, olhando para mim. "Só não gosto de feriados em que as pessoas são humilhadas."

E saiu.

A porta bateu com força. E então algo dentro de Nikolai fez um clique — não sua consciência, não. Sua reputação.

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