O zíper da mala resistiu, como se não quisesse fechar a vida que fingíamos estar bem.
"Pronto", disse meu marido, Logan, da cama, enfiando o maiô lá dentro como se não estivéssemos viajando para Cancún com dinheiro emprestado. "Viu? Fácil."
Forcei um sorriso e enfiei as pontas do meu vestido de verão na mala. As férias foram ideia dele: "Precisamos de um recomeço, Brooke. Só uma semana. Nós merecemos." Ele disse isso como se a palavra "merecer" pudesse apagar os números dos nossos extratos de cartão de crédito.
Ontem estávamos sentados em um escritório com paredes de vidro no Crescent Federal, assinando papéis para um empréstimo pessoal que cobriria a viagem e "algumas outras coisas". Logan falou quase o tempo todo. Ele sempre falava. Brincou com a gerente de empréstimos, Maya Torres, e me chamou de "a responsável", como se fosse uma piada.
Na noite anterior à viagem, eu já estava fechando a mala quando meu celular tocou.
Número desconhecido.
Atendi, esperando uma ligação de spam. Em vez disso, uma voz calma disse: "Sra. Bennett? Aqui é da Crescent Federal. Meu nome é Maya Torres. Estou ligando sobre o seu empréstimo."
Meu estômago embrulhou. "Aconteceu alguma coisa?"
"Revisamos seu empréstimo novamente", disse ela, num tom mais direto, "e descobrimos algo que você precisa ver pessoalmente."
Olhei para Logan. Ele cantarolava, dobrando camisas com a confiança de um homem que acredita que os problemas são problema dos outros.
"O que houve?", perguntei, baixando a voz.
"Não posso discutir os detalhes por telefone", disse Maya. "Mas é importante. Por favor, venha à agência amanhã de manhã."
"Amanhã é... nós vamos viajar amanhã", respondi rapidamente. "Nosso voo..."
"Entendo", ela interrompeu, gentil, mas firme. "Por favor, venha sozinha. E não conte ao seu marido."
Senti um arrepio na espinha.
"Por que eu não deveria contar a ele?" Eu sussurrei.
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