Para sobreviver, ela começou a trabalhar como governanta.

“O que está com um cheiro tão bom?”, perguntou ela, tentando sorrir.

“Sopa de batata com carne defumada”, respondeu Elena. “Igualzinha à do interior.”

Ele sentou-se à mesa e, enquanto comia, começou a falar sobre um encontro desastroso, sobre parceiras fúteis, sobre dinheiro desperdiçado.

Passou a mão pelos cabelos. Então Elena viu de novo.

A cicatriz.

Um corte fino, em forma de meia-lua, no dorso da mão esquerda.

A colher escorregou de sua mão.

“Você se machucou?”, perguntou ela baixinho.

Andrei olhou para a cicatriz com um olhar quase vago.

“Eu a tenho desde criança. Pelo que meus pais me contaram… fui encontrado vagando perto do mercado. Aparentemente, me cortei em uma chapa de metal enferrujada. Não tenho nenhuma lembrança clara. Só… barulho. Música. Muita gente.”

O coração de Elena começou a bater tão forte que ela achou que podia ouvi-lo por toda a cozinha.

“Mercado?” Ela sussurrou.

"Sim. Nos arredores da cidade. Eu tinha uns três anos."

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