O sábado seguinte amanheceu com uma atmosfera quase solene. Estacionei como de costume, com o coração cheio de expectativa, e caminhei decididamente pela trilha do cemitério. Quando cheguei ao bordo, ele ergueu os olhos antes que eu pudesse dizer uma palavra, como se tivesse pressentido minha presença, e minhas palavras ensaiadas se dissiparam diante de sua atenção silenciosa. Seus olhos estavam vermelhos, mas ele não os escondeu; simplesmente esperou, sereno, como se tivesse previsto aquele momento. "Sou o marido dela", eu disse, com a voz mais tensa e áspera do que pretendia. Ele assentiu levemente. "Eu sei", respondeu, e suas palavras me atingiram como um golpe, despedaçando os preconceitos que eu nutria. Eu queria saber como, e ele apontou para seu nome gravado na pedra. "Ela falava muito de você", disse. Um silêncio repentino e incomum me deixou sem fôlego. Perguntei quem ele era, e ele respirou fundo para se recompor. "Meu nome é Mark. A esposa dele salvou minha vida", disse. Suas palavras eram simples, mas seu significado preencheu um vazio no meu peito que eu nem sequer havia notado. Ele me contou sobre uma noite, uns dois anos atrás, quando, na ponte sobre a I-47, estava à beira do desespero, vendo o mundo mergulhado na escuridão, e como ela o notou. Sem hesitar, sem julgá-lo, ela parou, fez-lhe companhia por horas e o lembrou de que a dor não diminui seu valor, que a vida ainda pode ter significado. Desde então, ele guardava aquele encontro com carinho no coração e agora, sentado junto ao túmulo dela, tentava retribuir o favor dedicando uma hora por semana a elan
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