Durante todo o verão e até o outono, uma velha subia no telhado todos os dias e cravava estacas de madeira pontiagudas nele.
Quando as folhas começaram a cair, o telhado estava coberto delas. As pessoas estavam inquietas. Algumas estavam genuinamente com medo. A maioria estava convencida de que a velha finalmente havia perdido a cabeça… até a chegada do inverno.
A princípio, os moradores apenas observavam em silêncio. Depois, os sussurros começaram.
“Vocês repararam no telhado dela?”
“Sim. Desde que o marido dela morreu, ela não é a mesma.”
Após a morte do marido no ano anterior, a mulher se isolou de todos. Falava pouco, vivia na sua, e agora essa estrutura estranha, quase ameaçadora, pairava sobre sua casa.
Mais estacas apareciam a cada dia. O telhado parecia antinatural, como uma armadilha gigante prestes a ser acionada. Os rumores se espalharam rapidamente.
Alguns afirmavam que ela estava afastando forças malignas.
Outros insistiam que era algum tipo de reforma estranha.
O mais ousado sussurrou que ele havia fundado um culto em sua casa.
"Ninguém em sã consciência faria isso", murmuravam as pessoas do lado de fora da mercearia da vila.
"É tudo afiado como navalha. Só de olhar já me dá arrepios."
O que ninguém via era o cuidado dedicado à obra.
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