Capítulo 3: A Arrogância de um Advogado
Eu jazia em uma poça do meu próprio sangue e dos restos mortais do meu filho que ainda não havia nascido. A dor deveria ter me paralisado. Um impacto físico deveria ter me deixado inconsciente.
Mas algo mais estava acontecendo.
A família Thorne estava acordando.
Mas David acabara de matar meu filho.
O fogo era inextinguível. Era o inferno.
Parei de chorar. Enxuguei as lágrimas do meu rosto com a mão ensanguentada.
Olhei para David. Ele estava parado ali com as mãos na cintura, exalando arrogância.
"Escute aqui", zombou David, agachando-se ao meu lado para que nossos rostos ficassem frente a frente.
Sou advogado. Um dos melhores. Conheço todos os juízes deste condado. Jogo golfe com o xerife. Se você tentar contar para alguém, eu a destruirei.
Ele me deu um soco no peito.
Sua palavra contra a nossa. Minha mãe testemunhará que você escorregou. Mark… Mark não viu nada, viu?
Mark, parado na porta, parecia apavorado. "Eu… eu não vi nada."
"Viu?" perguntou David com um sorriso cruel, como o de um tubarão. "Sem testemunhas. Vou te internar no hospital, Anna. Vou dizer que você é mentalmente instável. Psicose pós-parto antes de dar à luz.
Vou te trancar em uma ala onde ninguém vai ouvir seus gritos. Você nunca vai me vencer. Eu conheço as regras. Conheço as brechas."
Eu o encarei. Olhei mesmo. Vi o terno cafona. A ambição desesperada. A pequenez de sua alma.
"Você tem razão, David", eu disse. Minha voz estava calma, mas não tremia. "Você conhece as regras."
Sentei-me, encostando-me nos armários.
"Mas você não sabe quem as escreveu."
David franziu a testa. "Do que você está falando? A perda de sangue está te deixando delirante?"
"Me dá seu telefone", eu disse.
"O quê?"
"Me dá seu telefone", repeti. "Liga para o meu pai."
David riu. Foi uma risada estridente e incrédula. Ele se levantou e olhou para a mãe. "Você ouviu isso? Ela quer ligar para o pai dela. Um funcionário público aposentado da Flórida. O que ele vai fazer? Me escrever uma carta severa?"
"Liga para ele", eu disse. "Coloque no viva-voz."
David balançou a cabeça, tirando seu novo iPhone 15 Pro do bolso. "Certo. Vamos ligar para ele. Vamos dizer que a filha dele é uma histérica desastrada que nem consegue manter uma gravidez."
Ele desbloqueou o telefone. "Qual é o número?"
Recitei de memória. Não era um DDD da Flórida. Era um DDD de Washington. Um prefixo específico usado exclusivamente por altos funcionários do governo.
David fez uma pausa enquanto digitava. "202? É de Washington, D.C."
"É só discar o número, David."
Ele apertou o botão de chamada. Ligou o viva-voz e o puxou para fora, em tom de deboche.
O telefone tocou uma vez. Duas vezes.
Capítulo 4: "Aqui é o Presidente do Supremo Tribunal"
O telefone não foi para a caixa postal. Não foi para nenhuma secretária eletrônica.
Abriu com um clique.
"Identifique-se", disse uma voz alta e autoritária.
Não era apenas uma saudação. Era uma ordem. A voz era grave, rouca e carregava o peso de uma autoridade absoluta e inquestionável.
David piscou. "Hum... alô? É o Sr. Thorne?"
"Eu disse para se identificar", repetiu a voz, mais fria desta vez. "Você discou um número não listado federalmente. Quem fala?"
A arrogância de David suavizou-se um pouco. "Aqui é David Miller. Sou o marido da Anna. Escuta, sua filha está fazendo um escândalo aqui e..."
"Anna?" A voz mudou imediatamente. O tom formal quebrou, revelando um pai aterrorizado. "Onde está minha filha? Me passa o telefone."
"Ela está aqui", disse David, revirando os olhos. "Ela está chorando no chão porque escorregou."
Ele enfiou o telefone na minha cara.
"Pai?" sussurrei.
"Anna?" A voz do meu pai ficou mais aguda. "Anna, por que você está ligando para este número? Por que está chorando?"
"Pai..." Um soluço me arrancou dos meus sentidos. "Eles me machucaram. David e a mãe dele. Sylvia me empurrou. Eu caí... Estou sangrando, pai. Muito sangue. Eu acho... Acho que o bebê se foi."
O silêncio do outro lado da linha era absoluto. Era um vazio.
David olhou para mim, confuso. “Por que você está contando isso para ele? Ele não vai te ajudar.”
Então a voz voltou. Mas não era mais a voz do meu pai. Era a voz de Deus.
“David Miller”, disse meu pai.
David deu um pulo. “Sim?”
“Aqui é William Thorne, Presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos.”
David congelou. Abriu a boca, mas não disse uma palavra. Olhou fixamente para o telefone como se ele tivesse se transformado em uma granada.
Todo advogado na América conhecia o nome William Thorne. Ele era o leão da Suprema Corte. O homem que aterrorizava os senadores. O homem cujas opiniões moldavam a própria essência da nação.
“Juiz… Thorne?” David guinchou. “Mas… Anna disse…”
“Você tocou na minha filha”, continuou meu pai, com a voz baixa e vibrando com uma raiva tão poderosa que parecia atravessar o fio e estrangular David. “Você machucou meu neto.”
“Foi um acidente!” David gritou em pânico. "Ela caiu! Eu sou advogado, eu sei..."
"Você não é nada!" meu pai rugiu. "Você é um grão de poeira no meu sapato! Escute bem, seu filho da puta. Não se mexa. Não toque nela de novo. Nem pense nisso!"
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