Naquela noite, enquanto a voz da minha irmã se elevava em meio ao barulho das sirenes e da fumaça, eu estava na calçada, segurando uma caixa de papelão nos braços e um anjo de cerâmica meio derretido na mão.

Chelsea deu uma risadinha e apertou o crachá branco contra o peito.

"Não pode ser tão ruim assim, Zoe!"

Olhei para o latão enferrujado na minha mão e depois para o plástico brilhante na dela.

"Por que ela tem vista para a cidade e eu tenho... um barraco?"

Um silêncio pesado e estéril se instalou. Ninguém respondeu. Meu pai olhou para os sapatos. Minha mãe olhou para o horizonte. E então percebi que eles não estavam nos dando apenas casas. Estavam nos dando patins. Chelsea era um investimento; eu era um depósito.

Coloquei minhas chaves no piso do pátio e saí. Ninguém me chamou.

## 37C Oakley: Esqueleto no Armário

Naquela noite, minha melhor amiga, Marissa, entrou pela janela do meu quarto com um pote de sorvete de menta com gotas de chocolate e um olhar de pura raiva.

"Trouxe gasolina e uma indignação completamente justificada", disse ela, jogando a sacola na minha cama. "Pegue seu casaco." Vamos examinar esta tela em branco.

Dirigimos para leste, afastando-nos das áreas residenciais arrumadas, até uma parte da cidade onde os postes de luz piscavam como um coração pulsante. Quando chegamos à casa no número 37C da Rua Oakley, Marissa quase parou.

"Minha querida", murmurou ela. "Isto não é uma casa. Isto é um desafio do universo."

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