Eles percorreram os cômodos com olhares tensos e estranhos. Minha mãe passou a mão pelos armários azul-marinho; meu pai acenou com a cabeça em direção ao piso recém-envernizado. Chelsea, que já havia manchado os tapetes brancos do sótão, parecia irritada.
“Você fez tudo isso?”, perguntou ela com a voz tensa.
“Sim”, respondi.
Eles não me elogiaram. Mudaram de assunto.
## Quarenta e oito horas na prisão
Duas semanas depois, o SUV da minha mãe parou na entrada da garagem. Ela não entrou para tomar café. Ficou na varanda, com um diário de couro debaixo do braço.
“Temos um problema”, disse ela. “O apartamento da Chelsea... está com problemas financeiros. Ela perdeu o contrato de aluguel. Não tem para onde ir.
Senti como se estivesse resfriada, e não tinha nada a ver com o vento de novembro.”
“Que pena. Ela pode voltar para o antigo quarto dela na sua casa.”
Mamãe suspirou como uma mulher se sacrificando por um filho amado.
"Não, Zoe. Nós conferimos os documentos. Tecnicamente, a escritura desta casa ainda está em nosso nome. Ela nunca foi oficialmente transferida para você."
Eu não conseguia mais respirar.
"Vocês me deram."
"Nós deixamos você usar", ela me corrigiu baixinho. "E você fez um trabalho fantástico. É por isso que é o lugar perfeito para Chelsea se estabelecer. Ela precisa de estabilidade. Vamos tirar sua casa de você. Você tem quarenta e oito horas para sair."
Quarenta e oito horas.
Olhei para a porta vermelha que eu havia pintado. Olhei para o jardim que eu havia arrumado.
"Vocês estão tentando me despejar da casa que eu mesma construí?"
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