No aeroporto, papai fez uma careta.

O carro preto aproximou-se lentamente e as portas abriram-se antes que eu pudesse alcançá-las. Lá dentro, o cheiro de couro novo, paz e espaço preenchia o ar — a antítese do caos que eu deixara para trás. Entrei e o motorista fechou a porta com uma elegância calculada. O motor ligou suavemente e o aeroporto começou a ficar para trás.

Olhando pela janela, pela primeira vez em muito tempo, senti que o ar me pertencia. Nem meu pai, nem Mirela, nem o mundo deles me oprimiam. Eu não era mais uma garota com algo a provar. Eu era uma mulher finalmente voando acima deles.

Quando o carro parou ao lado do meu avião, fiquei paralisada por um instante. Era branco, elegante, com asas que pareciam ter sido desenhadas a partir da luz. Uma onda de emoção me atingiu. Aquilo não era apenas um avião. Era a prova viva de que eu usara toda a minha força para me levantar sem a ajuda de ninguém.

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