Mariana levantou-se antes do amanhecer para limpar, costurar cortinas, tirar o pó de cantos esquecidos e restaurar o brilho da prataria antiga.
Dona Rosa, a cozinheira idosa, olhou para ela inicialmente com pena. Depois, com respeito.
Contou-lhe que a casa havia morrido no dia em que Helena partiu; que o coronel a amara com uma paixão silenciosa e que, quando ela morreu no parto, ele se culpou por não ter chamado um médico melhor. A partir de então, trancou o quarto da esposa. Proibiu música. Proibiu flores.
Mariana compreendeu por que ele evitava olhá-la.
Ela era uma lembrança vívida de tudo o que ele havia perdido.
Comiam em extremidades opostas da mesa, que era comprida demais. Trocaram apenas palavras simples:
A comida está boa.
Obrigada.
Chegou o verão. Calor que queimava a pele. E numa tarde, com um vento seco e impiedoso, o celeiro irrompeu em chamas.
Fumaça negra cobriu o céu. Como um presságio.
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