Quando cheguei a Bucareste, outro motorista me esperava com um buquê de flores. Baratas, sem exageros — flores romenas simples com cheiro de jardim. Aquilo me emocionou. Eu nunca havia atraído a atenção de ninguém, mas merecia, com minha postura ereta.
No caminho para o evento, observei a cidade. Prédios cinzentos, cafés lotados, pessoas apressadas, semáforos — tudo me parecia familiar, como uma história que eu revisitava depois de muito tempo.
Cheguei ao restaurante onde acontecia uma festa de família. Risos e música podiam ser ouvidos do lado de fora. Respirei fundo e entrei.
Silêncio.
Todos os olhares estavam sobre mim. Meu pai, Mirela, parentes, amigos, pessoas que por anos me viram como a garota que "nunca seria nada na vida". Agora, me olhavam de forma diferente. Alguns com admiração. Outros com inveja. Outros com um respeito que nunca haviam me demonstrado.
Mirela deu o primeiro passo em minha direção. Ela abriu a boca, mas não conseguiu encontrar as palavras.
"Ana..." ela finalmente conseguiu dizer, com a voz embargada.
Eu sorri levemente. "Quieta, Mirela. Eu não vim para competir com você. Eu vim para estar aqui, agora. Só isso."
Papai se aproximou. Ele estava pálido. Pela primeira vez na vida, parecia inseguro.
Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.
